A nova obra de Rodrigo Soldi apresenta o papel do Estado brasileiro de promover o desenvolvimento nacional, que perpassa pela reduçăo das desigualdades regionais. Se năo há dúvidas que temos as características do Estado periférico, conforme o retrato enunciado no art. 3ş da Constituiçăo Federal, a trajetória para a promoçăo do desenvolvimento econômico năo é um fim em si mesmo, mas o meio para atingir o desenvolvimento social. A atuaçăo do Estado no complexo geoeconômico abre espaço para a elaboraçăo das políticas públicas, a fim de possibilitar a construçăo de planos de desenvolvimento regional. A Constituiçăo de 1988 incorporou o planejamento entre as funçőes normativas do Estado, no entanto năo organizou institucionalmente o seu exercício. Apesar de haver o planejamento do governo federal, geralmente está limitado ao mandato do chefe do Poder Executivo e restrito ao planejamento das açőes orçamentárias (PPA). O plano de desenvolvimento regional deve entrar novamente na ordem do dia, para que as questőes políticas sejam trazidas ao debate democrático no espaço público, porque a reproduçăo dos compromissos dilatórios evidenciam que ainda estamos ŕ procura do caminho.