No sertão onde o tempo não corre, ele endurece. E onde as pedras não falam, elas guardam o segredo de uma aliança improvável.
O SERIDÓ, 1930. Akemi, a última herdeira de uma linhagem de guerreiros de Kyushu, desembarca no Rio Grande do Norte carregando nada além de um par de espadas e o peso de um mundo que ruiu. O que deveria ser um refúgio torna-se um dojo de espinhos. Após ver seu pai ser assassinado pela tirania do Coronel Saturnino, Akemi descobre que, na Ribeira do Acauã, a honra pura e rígida é uma sentença de morte.
Para buscar justiça, a "Pedra Bruta" de Akemi precisará ser lapidada por mãos improváveis:
Ester: A matriarca dos She'erit (os Remanescentes), que guarda a "Luz Oculta" dos judeus marranos em potes de barro para fugir da inquisição do preconceito.
Mestre Antônio: Um pedreiro livre e maçom, que ensina a Akemi que a justiça não se faz com ódio, mas com o Prumo da retidão e o Esquadro da consciência.
Zacarias: O líder da Irmandade do Rosário, que traz a força ancestral do quilombo e a agilidade da ginga para o campo de batalha.
Labareda: Um capitão cangaceiro que conhece o inferno e se torna a peça torta, mas necessária, desta fortaleza de pedra.
A precisão do Bushido encontra a fúria do Cangaço.
Vestindo uma armadura de couro lamelar e empunhando uma katana revestida pelo gibão do sertão, Akemi torna-se a Samurai do Couro. Juntos, este bando de esquecidos transformará as furnas da Serra da Formiga em uma armadilha geométrica contra a Volante do temido Capitão Arlindo.
Prepare-se para uma narrativa visceral onde o misticismo hebraico, a filosofia oriental e a bravura potiguar se fundem.